Entrevista com Marcelo Baptista, da Protege

Compartilho com vocês a entrevista que fiz com o empresário Marcelo Baptista, da Protege. Levamos, com ela, o 3º lugar no 4º Prêmio Sebrae de Jornalismo, como contei com muita alegria aqui ontem – Biografias premiado

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O Biografias contou com a participação de Marcelo Baptista de Oliveira, presidente do Grupo Protege, de segurança patrimonial.
Aliás, quem nunca viu um desses caminhões passeando pelas ruas?
O empresário, empreendedor desde muito jovem, falou sobre o início ao lado do pai e como foi tomar o próprio rumo da carreira. Marcelo contou também as dificuldades encontradas e comentou sobre qualidade e confiabilidade nos negócios.
Ele, que aprendeu a ter disciplina estudando em colégios de padres e internatos, considera a educação que teve determinante para o próprio sucesso.

Conta pra gente um pouquinho da origem da família Oliveira.
Marcelo Baptista:
Nossa família é de Minas, meu pai começou cedo numa empresa chamada Conservadora Juiz de Fora, que deu nome a Juiz de Fora. Depois ele veio para a primeira empresa de segurança do país, que é a SEG. Mais tarde eu vim para São Paulo, estou aqui há trinta e poucos anos e iniciei meu caminho próprio aqui. Minha família é muito arraigada nas Minas Gerais, que eu também amo e estou sempre lá.

Que traços você traz da forma de ser, de educar e, principalmente, de gestão do seu pai?
Marcelo Baptista:
Aprendi os primeiros passos empresariais com meu pai. A questão da lealdade e da confiança que ele sempre passou ao mercado. Eu via meu pai fazer negócios de grande monta sem que a pessoa pedisse sequer uma assinatura a ele. E

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um fato do qual me orgulho muito é que eu comecei com muita dificuldade, mas nunca atrasei um dia minha folha de pagamento durante esses quarenta anos de negócio. Esse é o maior legado que eu tenho do meu pai – cumprir compromissos.

Como foi contar pra ele que naquela empresa dele, onde ele já preparava provavelmente um sucessor, que você não seria essa pessoa?
Marcelo Baptista:
Comecei a trabalhar muito cedo. Meu primeiro emprego foi na fábrica São Vicente Cobertores. Meu pai logo em seguida soube que eu estava indo bem e me tirou para me colocar na Conservadora Juiz de Fora – eu fui sócio dele, inclusive. Mas eu, muito empreendedor, aos 23, 24 anos já tinha uma empresa que chamava Empresa Brasileira de Serviços Gerais e já tinha mil homens trabalhando nela. E eu havia dito a ele que eu gostaria de ter meu espaço. Meu pai, também muito hiperativo, queria dominar tudo. Minha paixão era muito grande, mas eu também queria entender um pouco mais de negócios. Então, eu pedi licença a ele pra vir pra São Paulo e passei a tocar o transporte de valores da própria empresa. Na época, seis caminhões, todos sem nenhuma condição de negócio, mas a Protege começou aí, com seis caminhões e muito pouco colaborador. Enxerguei por volta de 1979. Comprei uma empresa pra poder tocar o negócio e, dali em diante, mudei o nome, virou Protege. Eu entrei com cem homens, seis caminhões e a partir dali eu não vi dificuldade, só trabalhando, trabalhando, trabalhando. Já não tinha tempo de dar atenção para o meu pai, mas ele tinha sócios, de forma que não precisava muito de mim.


“A gente pauta muito isso para os nossos colaboradores – o caminho principal é a satisfação total do cliente.”

 

Na década de 70, houve alguns slogans do governo militar – “O Brasil é nosso”, “O Brasil para brasileiros”… Você tirou alguma situação proveitosa pelo fato de ser uma empresa nacional naquele período?
Marcelo Baptista:
A primeira coisa que ostentei no meu caminhão foi botar a bandeira do Brasil escrito “Ame-o”. Antes nós escrevíamos Ame-o ou deixe-o, mas eu não admito que um brasileiro possa deixar o seu país. Então pra mim é ame-o. Eu até me emociono ao falar, porque o brasileiro tem que amar o país, o brasileiro tem que gostar do que faz e gostar disso aqui. E olha hoje como estamos projetados para o mundo. O meu povo anda com o distintivo brasileiro, os alunos na minha fazenda toda semana cantam o Hino Nacional.

E em relação à década de 80? Como foi enfrentar e, principalmente, vencer fortes desafios que tivemos naquele período?
Marcelo Baptista:
Foi realmente uma fase muito difícil, fase de inflação galopante. As nossas empresas viveram exclusivamente do financeiro, elas não sabiam fazer contas, não sabiam quanto custavam, como era faturar e viver do financeiro. Aquela coisa rolando e a gente não conseguia entender se a empresa era rentável ou não. A gente tinha que andar atrás do prejuízo, quem vive de inflação tem que saber como tocar com inflação. E eu acho que esse foi o grande negócio dos empresários dessa década. Uma fase em que quem conseguiu sair desse processo de inflação rumou para um processo mais moderno. Aí, passamos a viver a alta gestão, uma palavra que não existia nessa década.

Como foi o desenvolvimento da empresa em relação ao mercado fornecedor – de carros, armas e equipamentos?
Marcelo Baptista:
Em relação ao mercado de armas, eu mesmo pude ir a Israel para tentar entender como é que podia fazer a blindagem mais barata, econômica e segura. Lá encontrei uma indústria que fornecia para empresas multinacionais. E nós começamos a trazer esses dados. Nosso início era muito incipiente, o peso do carro era excessivo, o custeio que nós tínhamos de manutenção pelo peso excessivo era grande, o vidro blindado tinha problema na transparência – que trazia problema para os olhos que trabalhavam. Os vidros pesavam demais, e com o tempo nós melhoramos muito. É aquilo que eu falo, nossa indústria vai se acomodando, vai conhecendo e vai trabalhando. Nós não fomos buscar a solução de ninguém, nós criamos a nossa solução. Inclusive eu já vejo empresa aqui exportando carro, técnica nossa, que não é o meu negócio, mas eu acho o máximo.

Você tem 18 mil colaboradores. Como é que se mantém qualidade e, mais importante, essa linha da confiabilidade?
Marcelo Baptista:
Você tocou num ponto que é tudo numa empresa. Sem qualidade ela não consegue sobreviver, e a gente pauta muito isso para os nossos colaboradores – o caminho principal é a satisfação total do cliente. Claro que você erra aqui ou ali, toma um puxãozinho de orelha, porque ninguém é perfeito, mas o nível de perfeição nosso eu exijo demais, eu quero para mais de 95%.

Quais os pontos fundamentais que levaram o Grupo Protege a alcançar o sucesso que a gente conhece hoje em 2011?
Marcelo Baptista:
O que é mais marcante é a consolidação, proximidade com nosso homem. A gente está sempre tentando desenvolver projetos no nosso RH ligados com o pessoal – é na saúde, no aprendizado, são muitos os pontos e a gente está sempre focado na ideia de auxiliar, para eles saberem que nós estamos perto. A gente tem uma coisa muito importante que é a pesquisa social. Sabemos tudo sobre as pessoas que vêm trabalhar conosco, e fazemos questão de dizer isso para eles, eu quero saber quem é pai e mãe desse cidadão, de onde ele vem, e eles têm que se sentir muito orgulhosos.

Há um toque de casa no seu escritório. Você gosta de estar bem a vontade, como se estivesse em casa na empresa?
Marcelo Baptista:
Eu acho que isso é tudo. Você pode não ter dinheiro, mas você tem que estar numa casa limpa e arrumada. Eu costumava dizer isso na roça. Eu ia tomar um café na casa das pessoas mais simples e tomava um café até com chão de areia e me sentia tão bem, com a casa limpa. Eu falava: gente, isso que é uma sala, isso que é uma coisa gostosa. E aqui na minha sala eu fico muito à vontade porque eu tenho meus objetos pessoais, eu gosto dessas coisas.

Muitas vezes a gente avalia que alguns ramos de atividades são mais duros, mas aqui a gente está vendo que, apesar da linha de transporte de valores, tem humanismo, tem sorriso no rosto…
Marcelo Baptista:
É que na verdade a nossa empresa é vista por fora como muito bruta, porque a gente lida com dinheiro, segurança, ordem, mas não impede que as pessoas sejam simpáticas. Isso é uma coisa que a gente já avalia quando contrata. Deixar uma pessoa nervosa num ambiente que tem nervosismo não é bom. O meu povo que está na rua às vezes não entende, eu vou num evento, não conheço, vejo a farda e já cumprimento. Isso é um recado que eu dou para os meus contratantes, às vezes a gente não pode estar todo dia ensinando as pessoas, mas dê um cumprimento ao meu guarda, que ele vai ver a transformação, ele vai se sentir parte do ambiente daquela empresa.

Marcelo, que tipo de mensagem você deixa para o nosso ouvinte que de repente está com uma interrogação na cabeça: monto ou não monto o meu negócio?
Marcelo Baptista:
Acho que deve montar sempre, mas sempre com pé no chão. Entrar pensando no progresso, na correção, que tem uma equação, que tem de trabalhar com lealdade. Porque se ele for por aí pensando em lucro, pensando em objetivo financeiro…não vai dar certo, mas trabalhando duro e dando de si, eu tenho certeza que essa pessoa vai se dar bem.

 

Você também pode escutar a íntegra dessa entrevista com Marcelo Baptista. Basta acessar os links abaixo -
Biografias com Marcelo Baptista – parte I

Biografias com Marcelo Baptista – parte II
Biografias com Marcelo Baptista – parte III

Biografias com Marcelo Baptista – parte IV

Biografias com Marcelo Baptista – parte V

E para ouvir todos os Biografias, acesse: Rádio Estadão ESPN – página do Elias Awad.


 

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