Foi um verdadeiro prazer poder participar um pouco mais ativamente da 21ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Quando soube que gravaria dois programas diretamente de lá e ainda teria a oportunidade de fazer o lançamento de mais uma biografia (“Nunca é Tarde para Realizar” – Vicencio Paludo), fiquei orgulhoso e animado, mas confesso que não imaginei quão gratificante seria.
Na primeira semana de evento, já ganhei o 1º presente, entrevistando Laurentino Gomes. Foi uma conversa muito, mas muito enriquecedora, caros leitores. Colega no jornalismo, colega nas letras. Compartilhamos antes, durante e depois da entrevista muita história boa. Autor do bestseller “1808” e de “1822” – que será lançado em setembro – Laurentino me proporcionou um aprendizado e não uma entrevista.
Ao final da gravação com ele, recebi a confirmação de que conseguiríamos entrevistar para o outro programa direto da Bienal ninguém menos que Tatiana Belinky. Não coube em mim. Fiquei extremamente feliz. Tatiana é admirável. Aos 91 anos, tem uma lucidez e uma propriedade no que fala que chamam demais a atenção.
Quando, portanto, a vi chegando ao estande da Novo Século para a gravação do Biografias, me esqueci completamente da suposta “imparcialidade” de entrevistador. Queria homenageá-la e não sabia exatamente como. Pra mim, era muito especial – como foi – poder entrevistá-la. Se todos pudéssemos ao menos um dia, ao menos uma vez, embarcar num papo com um grande escritor, acho que seríamos pessoas mais abertas ao conhecimento.
Graças à agilidade e persistência da querida Adriana Franco ainda conseguimos que uma floricultura entregasse em plena Bienal uma dúzia de rosas àquela tão delicada personagem do Biografias. Grande Adriana!
A entrevista foi incrível. Tatiana é livre. Livre quando falamos em idéias e conceitos. Uma pessoa libertária. Ela é tão simples quanto única. Durante o programa, crianças e adultos interagiram, o que foi também muito legal.
Na mesma tarde que recebemos Tatiana no estande, recebemos muitas pessoas para o lançamento do “Nunca é Tarde para realizar”, inclusive das carinhosas filhas do S. Vicencio que vieram do sul apenas para isso.
Além de tudo, quando sobrou tempo, fui andar nos corredores da Bienal. Uma imensidão de livros, de gente, de criança. Foi realmente tudo muito bom. Uma das sessões por lá chamada “O Livro é uma Viagem” me levou a pensar sobre isso mais uma vez. Como é bacana mergulhar profundamente numa obra, numa vida de um personagem fictício ou real, não é mesmo? E que absurda a ideia de que os livros vão acabar. Eles podem mudar a cara ou o meio (virtual ou físico), mas as histórias nunca se cessarão.
Ainda bem.